O Mundo que dá voltas e o Tempo que anda apressado

O Mundo que dá voltas e o
Tempo que anda apressadoOdete Meith FernandesUma página em branco na tela do
computador vem me questionar: e agora?! Sempre gostei de escrever, quando
criança e adolescente sonhava em ser escritora. Vivia rabiscando poemas,
transformei um caderno em “livro”, que depois de um tempo queimei para que
ninguém o lesse. Achei que não ficou nada bom, nada parecido com as incríveis
histórias que eu devorava de tempos em tempos.
O Tempo passou com seu
tradicional e irritante andar apressado. Acordei uma jovem inquieta e cheia de
planos mais “importantes” do que apenas escrever. Passei a “viver” a vida e
parei de escrever sobre ela. A escritora que via em meus sonhos foi embora e de
repente fui apresentada a essa professora que hoje sou.
Já falei sobre o andar apressado
do Tempo, não é?!O que ainda não disse, mas todos já sabem é que o Mundo adora
dar voltas, provocar atordoamentos, vertigens e reencontros. Assim, o Mundo que
não para de girar e o Tempo que anda apressado resolveram promover um encontro
entre a professora e a escritora. Por isso aqui estou sentada em frente ao
computador e a escritora me observa da tela. Nada fala, apenas me encoraja com
o olhar.
Percebi a dificuldade e a
“aversão” de alguns alunos diante de um papel em branco e a proposta nada
discreta de “enchê-lo” de palavras, ideias e vida. Por isso voltei a escrever.
A professora que há em mim percebeu que poderia conviver com a escritora dos
sonhos, que por sua vez não sonha com o “estrelato”(como se pudesse) e não
deseja tomar o lugar da educadora. As duas percebem que podem conviver em
harmonia para fazer com que, antes de ser professora, seja uma aluna escritora.
Sinto-me feliz, extasiada e
realizada diante das palavras e seus múltiplos significados. Realizo-me com os
sentimentos e ideias que se transformam em imagens. Por isso escrevo e
incentivo outros a fazê-lo. É preciso escrever sem querer agradar ninguém mais
que a si mesmo. Voltei a ficar amiga do Tempo, apesar de que quase não paramos
para nos falar, falta “tempo”. E o Mundo, que às vezes me deixa tonta com
tantas voltas, também tem sido um amigo fiel. Agora, o que mais espero é que
vocês, queridos leitores, aceitem cada vez mais o convite e se entreguem a “difícil
e fácil” tarefa de ler/escrever/viver...
Queridos alunos, agora é com vocês!
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